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12.12.15
O nosso jornal já nas bancas!
O 2º ano do curso de Ciências da Comunicação da Universidade Católica durante o primeiro semestre esteve a preparar mais uma edição do jornal da faculdade, o "Comunica-te". Este jornal, saiu hoje, dia 12 de Dezembro para as bancas juntamente com o Diário do Minho. É por isso um orgulho enorme que o nosso trabalho possa ser visto por tanta gente! Espero que se virem esta capa por aí, que se interessem por folhear estas páginas escritas unicamente por universitários interessados e empenhados. O departamento de desporto está divulgado aqui nas duas ultimas fotografias, é um orgulho especial pois era o departamento pelo qual eu estive responsável. São duas reportagens, uma sobre kickboxing e outra reportagem que fala das claques do Braga e do Vitória. Mais tarde publico os textos de ambas as reportagens.
Espero que gostem, boas leituras!!
30.11.15
Não sozinha.
"Eu insisto. Falo coisas fora de moda e atiro ao ar o facto de eu achá-la perfeita demais para não andar com algum sortudo lado-a-lado. Ela empina o nariz fino, lança-me o seus olhos brilhantes e ajeita-se sobre a mesa. Muda o tom e diz-me: "Porque eu não quero". E eu rio, sem graça, da minha maldita ideia de achar que todo o mundo quer ter alguém para dividir os brownies."
28.11.15
"Obrigado por me teres decepcionado"
"Agradeço-te. Por me teres decepcionado tantas e tantas vezes, me teres deixado sozinha nos momentos em que eu precisei e agido como se nada tivesse acontecido. Agradeço pela chance que me deste de puder afastar-me sem futuros arrependimentos."
(...)
4.11.15
"POR ONDE ANDAM AS PESSOAS INTERESSANTES?"
"Hoje, eu quero ser somente meu e de mais ninguém, e só saio daqui por alguém que seja capaz de me tirar do meu limbo e me faça sentir que, de facto, valerá a pena partilhar o meu tempo e ocupar a minha vida com alguém."
Textos incríveis que valem a pena ler, revê-te em muitas das frases...
Para ver em:
28.5.15
Palmo e meio
A agressividade e as fúrias
parecem surgir cada vez mais cedo, já existem crianças a terem atitudes
agressivas e desrespeitadoras, assistimos a isso no nosso dia-a-dia, quando
vamos a um restaurante ou simplesmente quando estamos numa fila de espera.
A questão é que não compreendo o
porquê desta situação, ou talvez não queira entender… A fase da vida em que não
temos preocupações e que a maldade está nos bandidos da Disney, parece estar a
abandonar apenas a ficção e tornar-se realidade. Nas crianças mais pequenas, a agressividade aparece de
forma natural, para obterem o que precisam, é portanto, um instinto próprio a
todo o ser humano, até aí tudo bem. Mas há uns dias, quando estava a aproveitar
o sol do Gerês, deparei-me com um mini terrorista, uma criança com os seus 7
anos que brincava no cimo de uma colina. Um pau gigante que fazia de espingarda
com direito a todos aqueles movimentos impulsionadores de quem estava a
disparar e acompanhado da sua arma, pronunciava o seguinte “vou matar-vos, vou
matar-vos!”. Não me assustei porque a sua voz era doce tal como a voz de uma
criança deve ser, mas não deixei de olhar e refletir sobre aquilo que estava a
ver. Sinceramente, acho que todos que estávamos lá olhamos admirados, menos a
mãe do menino que continuou a ler o seu livro, certamente um romance bem mais
bonito que aquelas cenas de guerra.
A
realidade é que as crianças imitam o que vêm, a violência na televisão,
desenhos animados e jogos que incluem brutalidade certamente são vistos pelos
mais pequenos. O problema é que muitos não sabem distinguir-se do
Dragon Ball ou do Songoku que tem como missão lutar
contra os seres do mal, que pretendem invadir a Terra ou destruir outros
planetas. Estes seres do mal são dotados de força e possuem poderes
sobrenaturais. Mas as crianças não.
Por
um lado não se pode dizer que os jovens não aprendam algo bom com os jogos eletrónicos,
nem que sejam completamente influenciados pelos mesmos, apenas cabe aos pais e educadores a
supervisão, limitando assim o acesso de programas inadequados aos mais jovens.
No
final da história, a melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las
felizes!
Bruna Grego
Invasão Romana
É caso para dizer sejam
“bracaraugustanos”. Comemoram-se os primeiros tempos de vida desta cidade que é
braga e que outrora fora a cidade de Bracara Augusta.
Vivem-se quatro dias intensamente romanos, desde os que desfilam com armaduras, às estruturas medievais, à comida feita em lenha, até às músicas e espetáculos que se fazem ouvir e assistir simultaneamente com o tocar dos sinos daquela que foi e é a cidade dos Arcebispos.
Vivem-se quatro dias intensamente romanos, desde os que desfilam com armaduras, às estruturas medievais, à comida feita em lenha, até às músicas e espetáculos que se fazem ouvir e assistir simultaneamente com o tocar dos sinos daquela que foi e é a cidade dos Arcebispos.
Mas se queremos falar de
intensidade, então temos de falar do número de pessoas que por lá andam. Quase
que deixamos de sentir a calçada irregular das nossas ruas e passamos a sentir
o calçado das pessoas que estão à nossa volta, onde pisamos e somos pisados…
mas sempre com atitude de imperadores, tal como o ambiente nos pede, ou talvez
obriga. Além do mais esse circo repete-se, voltamos todos os anos para ver
sempre o mesmo, mas gostamos, isso é um facto. Gostamos porque tudo o que se
passa, faz com que aqueles momentos sejam o centro das atenções, quem não gosta
de o ser? Talvez por isso atraia sempre mais e mais gente, gente da nossa
cidade, gente de outras cidades e ainda mais gente de fora. E por isso é que
somos sempre muitos a deslocarmo-nos repetidamente ao mesmo local, para ver as
mesmas coisas, mas o mais insólito é não conseguirmos ver aquilo que queríamos...
Infelizmente, temos sempre um
calçado em cima do nosso, ou deva dizer felizmente, porque se retratássemos ao máximo aquela época, então estaríamos todos descalços, e sejamos sinceros,
seria bem mais desconfortável!
Bruna Grego
4.5.15
Dias Chuvosos
fotografia: Bruna Grego
"Que barulho faz a chuva quando te abraço assim?,
há um texto para escrever, o drama de um escritor é haver sempre um texto para escrever, e é também a sua sorte, não faço sentido mas sabes-me bem,
ontem o teu cabelo cheirava a abraço,
lembro-me de nunca um nariz ser tão feliz, as coisas que eu escrevo, meu Deus, podia dissertar sobre a crise, os mercados e a subida do rating ou lá o que é, mas prefiro dedicar-me à mistura das gotas da chuva na janela com o ligeiro fio de suor que escorre pelo meio do teu peito,
quando dormes Deus acorda para ter ver dormir,
os católicos não sabem mas o milagre é amar-te, viraste-te de repente para o lado de cá, tanto que havia para escrever e só consigo escrever-te,
que desgraça és tu que me fazes feliz?,
havia talvez a necessidade de explicar a existência de dívida soberana, desancar em dois ou três políticos, ou mesmo mais ou todos eles, só eu sei como eles merecem, mas quando volto aqui só escrevo o poema que me mostras,
todos os que amam são poetas,
pelo menos os que amam assim, com o verso sempre interrompido, tudo para dizer e tão poucas palavras para mostrar,
quantos dicionários exige o teu corpo?,
e isto para não falar sequer da tua voz, da maneira inadmissível como dizes que me amas e eu acredito, já são nove da noite e tenho de entregar um texto às dez, pára de me olhar, e tu paras, viras-te para o outro lado mas não chega, começo uma frase qualquer sobre uma coisa qualquer, acho que desta vez era sobre desporto, vê lá tu, mas depois as tuas costas,
bastam as tuas costas para criar um génio,
daqui a nada o prazo passou mas que se lixe, deixa-me escrever num instante a vontade da minha língua em ti, a importância absoluta das tuas mãos, ou até mesmo a calma do teu colo quando me dói, faltam cinco minutos para as dez e já tenho um e-mail do editor, agora é que vai ser, vou escrever sobre a solução para a tristeza no país, debitar duas ou três banalidades, citar alguns autores famosos para toda a gente me respeitar, e depois está feito, espera um pouco que já volto, aqui vai disto, uma frase já foi, agora mais outra, mas ainda aqui estás e quando dou por mim já escrevi quatro ou cinco frases sobre a falta que me fazes quando não estás, a dimensão absurda do sofá sem ti, olho para o relógio e são dez,
o que hei-de fazer para escrever algo que não tu?,
carrego no botão enviar e já foi, uma crónica inteira sobre ti, espero que não estranhem, afinal de contas é a primeira vez que te dedico uma crónica inteira, pelo menos hoje, claro, ontem e anteontem tenho a ideia de já ter sido assim,
ainda demoras muito a dar-me um abraço de parabéns? "
Pedro Chagas Freitas













